A ausência de Tabús.
June 26th, 2005 Posted in UncategorizedPois quem me conhece já deve estar a pensar que era estranho eu ainda não ter tocado neste assunto, quem me conhece também sabe que o exemplo que darei mete praia ao barulho, e como mete praia mete miúdas em fio dental ;),nham nham, e se mete praia mete banho. Então cá vai, se existe coisa que eu ainda não consegui compreender mas que respeito, é a dualidade de critérios a aplicar os tabus, ou seja, quando vamos para praia andamos de biquíni ou fato de banho se formos do sexo feminino, de calções ou tanga se formos do sexo masculino até aqui tudo bem, tudo normal. A ausência de tabus de mudança de mentalidade começa quando pisamos o passeio que antecede a praia ou quando pisamos os primeiros grãos de areia. Já devem de estar a dizer deixa de enconar e vai directo ao assunto, pois bem então vou vos fazer esse favor. Na praia podemos andar nus, seminus, com muita pouca roupa que ninguém se interessa, fora da praia este mesmo comportamento é visto como depravado para não dizer coisa pior. Para a sociedade é perfeitamente normal este tipo de comportamento, é aceite, até se estimula comportamentos destes coma venda de biquínis cada vez mais pequenos, tolera-se a presença do ditos mirones, não se aprova mas tolera-se, tolera-se tudo isto e mais alguma coisa porque a praia é a praia e nós podemos ter estes comportamentos perante terceiros que nos são completamente estranhos. Mas esta mesma sociedade já não tolera assim tão bem, que o mesmo apartamento seja dividido por duas pessoas do sexo oposto sem que estas duas pessoas sejam casados ou namorados já de longa duração, todos nós que já passamos pela universidade sabemos bem disto, o quanto os nossos pais metem entraves a estas situações, no caso dos rapazes nem tanto, mas no caso das raparigas isto é o pão nosso de cada dia, no inicio de cada ano principalmente do primeiro ano em que esta situação se verifica. Outra situação que vem dar o grande contraste entre o estar na praia ou não é o seguinte exemplo. Imaginem que estão na praia com um grupo de amigos não interessa quantos, as meninas de fio dental, biquínis pequenos, top less, as coisas normais de quem vai ? praia, ali estão elas e eles quase nus sem tabus, não interessa se a pessoa que está ao lado é estranho ou não, apenas interessa que estamos na praia, num lugar neutro onde tabu não entra. Agora imaginem que chega o fim do dia hora de ir para casa, alugada para o efeito que neste caso são as belas das férias com os amigos, chegam a casa tomam o belo do banho estão-se a preparar para ir jantar fora, e lembram-se que deixaram o qualquer coisa no quarto onde está uma das vossas amigas a vestir-se, um das tais que andava de top less ou de fio dental na praia, vocês vão até ? porta do quarto batem ? porta a ver se podem entrar para ir buscar a aquela coisa que vos falta, e qual é a resposta da vossa amiga, é o não, porque ela se está a vestir e que está em roupa interior. Pois bem a mesma rapariga que andou o dia todo a distribuir charme e beleza de fio dental ? frente de nós e de desconhecidos, diz-nos que não podemos entrar no quarto porque está-se a vestir está de roupa interior leia-se lingerie. Eu compreendo que as pessoas tenham este tabu porque foi imposto pela sociedade, mas depois de um dia de praia ou de vários dias de praia passados connosco, isto não é estranho? É que muita da lingerie tapa mais o corpo que os biquínis, por isso não deveria haver este tabu do “Ai não estou-me a vestir??. Será por isto que as pessoas estão sempre prontas para irem para a praia, porque lá não existem tabus?
Em conversa com uma pessoa que foi passar umas pequenas férias a um dos países nórdicos, fiquei a saber de alguns dos costumes dos nativos de tais terras, um dos costumes era ver as pessoas a apanharem o belo do solzinho ? hora do almoço em lingerie no jardim, e que para eles era coisa normal, como também era normal ver senhoras a passearem de bicicleta e de mini-saia, algo que cá seria um escândalo.






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